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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Poesia: "Porque será?", um soneto de Antônio Nunes














Porque será?

Quando parti, eu não me lembro o dia
Muito menos me lembro qual a data
Só recordo o barulho da cascata
No riacho da grota que escorria

No final de uma tarde que chovia
Me parece escutar a serenata
Da saudade que a alma desacata
Se banhando na chuva que caia

Fim da tarde no ocaso do sol posto
Eu sentia escorrer pelo meu rosto
Se era pranto? Chovia!. Eu não sei?

Entre a lágrima e a chuva fui embora
E às lembranças eu pergunto agora?
Por que será que nunca mais voltei?

Antônio Nunes

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Poesia: "Meu sertão é uma pintura No tempo da invernada", um poema de Jadson Lima


Foto de Jadson Lima.

MEU SERTÃO É UMA PINTURA
NO TEMPO DA INVERNADA.

Um arco íris levanta
Depois que cai um chuvisco
E o clarão de um corisco
Após de um trovão que canta
E DEUS com sua mão Santa
Deixando a terra encharcada
E uma nuvem carregada
Amolece a terra dura
Meu sertão é uma pintura
No tempo da invernada.

A cada gotejo eu vejo
Uma cor mudando o chão
E um matuto no oitão
Realiza o seu desejo
A fé desse sertanejo
Já é marca registrada
Levanta e limpa a enxada
Pois ele prevê fartura
Meu sertão é uma pintura
No tempo da invernada

A chã enfeita as ramagens
Colorindo todo o campo
E a noite um pirilampo
Reluzindo nas pastagens
A gente vê nas rodagens
A procissão engraçada
De formiga enfileirada
E a queda da tanajura
Meu sertão é uma pintura
No tempo da invernada

Glosa: Jadson Lima
Mote: Luiz Ademar
Foto de perfil de Jadson Lima

Fonte: Facebook do Autor/poeta

Beija-Flor é a campeã do carnaval 2018 do Rio

Com críticas ao "Brasil monstruoso", escola falou de corrupção e intolerância.

Neguinho da Beija-Flor lidera equipe de intérpretes da escola de Nilópolis (Foto: Alexandre Durão/G1)

Beija-Flor de Nilópolis é a grande campeã do carnaval 2018 do Rio de Janeiro.

A Beija-Flor fez um paralelo entre o romance "Frankenstein” e as mazelas sociais brasileiras. Corrupção, desigualdade, violência e intolerâncias de gênero, racial, religiosa e até esportiva formaram o cenário de "Brasil monstruoso".

Comandado por Neguinho da Beija-Flor, o samba-enredo “Monstro é aquele que não sabe amar (Os filhos abandonados da pátria que os pariu)” foi cantado em coro pelo público da Sapucaí, que ao final do desfile ocupou a avenida, seguindo a escola.

Trajetória da Beija-Flor desde 2010 (Foto: Infografia: Betta Jaworski/G1)

 As cantoras Pabllo Vittar e Jojo Todynho foram destaque do carro "O abandono", representando a luta contra a intolerância de gênero e a intolerância racial, respectivamente.

A Beija-Flor tem agora 14 títulos no Grupo Especial do Rio - só fica atrás da Portela e da Mangueira no total de vitórias.

Voltarão ao sambódromo para o desfile das campeãs, no próximo sábado (17), a Beija-Flor, a Paraíso de Tuiuti, que ficou com o segundo lugar, a Salgueiro, a Portela, a Mangueira e a Mocidade Independente de Padre Miguel.

G1

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Acadêmicos do Tatuapé é a campeã do Carnaval 2018 de SP

Acompanhe a divulgação das notas das escolas de samba da capital paulista, que desfilaram no Sambódromo do Anhembi

Com o enredo 'Maranhão: os tambores vão ecoar na terra de encantaria', a escola de samba Acadêmicos do Tatuapé desfila no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo (SP) - 10/02/2018
Com o enredo 'Maranhão: os tambores vão ecoar na terra de encantaria', a escola de samba Acadêmicos do Tatuapé desfila no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo (SP) - 10/02/2018 (Nelson Almeida/AFP)


Pelo segundo ano consecutivo, a escola de samba Acadêmicos do Tatuapé é a campeã do Carnaval 2018 de São Paulo. O resultado foi conhecido na divulgação do último quesito, com as notas de mestre-sala e porta-bandeira. A escola desfilou no Sambódromo do Anhembi na sexta-feira (9) e prestou um tributo ao Maranhão e sua cultura local.

A Acadêmicos do Tatuapé assumiu a ponta da classificação apenas no sétimo quesito e de lá não mais saiu. Fizeram a diferença as notas descartadas, que valem para o desempate (das quatro avaliações dos jurados em cada quesito, a pior é desconsiderada no somatório geral). Isso tirou as chances de título das outras escolas que alcançaram os mesmos 270 pontos da campeã: Tom Maior e Mancha Verde receberam um 9,9 no quesito alegoria; Mocidade Alegre teve um 9,9 em fantasia.

Este é o segundo título da história da Acadêmicos do Tatuapé, que voltou a disputar no grupo especial em 2013. O desfile da escola campeã foi assinado pelo carnavalesco Wagner Santos e teve a participação de 2.761 componentes, divididos em 26 alas e cinco carros alegóricos. A ala das baianas homenageou a Floresta dos Guarás, uma das maiores reservas florestais do Maranhão. O Palácio dos Leões, sede do governo, e outros pontos turísticos da capital São Luís, foram representados nas alegorias.

Foram rebaixadas as escolas Unidos do Peruche e Independente Tricolor, punida com 1,2 ponto por usar uma empilhadeira para puxar um dos carros alegóricos. Apesar de ter desfilado, a Acadêmicos do Tucuruvi não foi avaliada pelos jurados. Os presidentes das 14 escolas do grupo especial concordaram que a agremiação não seria rebaixada após sofrer um incêndio em janeiro, que afetou 90% de suas fantasias e alegorias.


Veja a classificação final do grupo especial:

1º Acadêmicos do Tatuapé – 270
2º Mocidade Alegre – 270
3º Mancha Verde – 270
4º Tom Maior – 270
5º Dragões da Real – 269,9
6º Império de Casa Verde – 269,7
7º Gaviões da Fiel – 269,6
8º Rosas de Ouro – 269,6
9º Vila Maria – 269,5
10º Vai-Vai – 269,3
11º X-9 Paulistana – 268,9
12º Acadêmicos do Tucuruvi – 216
13º Unidos do Peruche – 268,4
14º Independente – 267,7


Por Da Redação

Fonte: Veja

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Poesia: "Meu carnaval", um soneto de José Soares da Silva (Zé Silva)
















MEU CARNAVAL

Meu carnaval agora é diferente
Dos carnavais da minha mocidade.
Naqueles, eu brincava alegremente,
Neste, eu somente vou sentir saudade.

O tempo leva as ilusões da gente,
Deixa a dureza da realidade.
Os que hoje brincam efusivamente,
Fazem o que eu fiz, quando na sua idade.

Vejo passarem loucas de alegria,
Já em pleno reinado da folia
Do carnaval alegre deste ano.

Jovens cantando , cheias de beleza.
Jogo nelas confetes de tristeza
E as serpentinas do meu desengano.

José Soares da Silva “Zé Silva”

Poesia: "Meu carnaval", um soneto de Lamartine Passos



MEU CARNAVAL

Mais uma vez a vida se entrelaçaNas serpentinas vãs do carnaval.
Misto de éter, vodka e fumaça
Na convulsão de um êxtase plural.

Tantos palhaços pensam fazer graça;
Tantos corretos fogem do normal;
Tanta loucura dominando a praça;
Tantos quebrando a tranca pessoal.

A banda toca enquanto a massa canta
E, num delírio, a música atordoa
A mente atônita do folião.

E, enquanto, alegre, um clarinete encanta,
Oculto n’alma um baixo triste entoa
 
O som funéreo da desilusão.

Lamartine Passos

Facebook de Marcos Passos