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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

MÚSICA Morre o cantor e compositor pernambucano Tito Lívio, aos 60 anos

Ele faleceu em casa, em Olinda. Ao longo da carreira, fez músicas para Alceu Valença, Elba Ramalho e outros artistas


Tito foi importante peça da cena musical do estado em 1970. Foto: Facebook/Reprodução


Morreu, na madrugada desta quinta-feira (23), o cantor e compositor pernambucano Tito Lívio, aos 60 anos de idade. Ele estava em casa, em Olinda, quando passou mal e foi socorrido pelo SAMU. De acordo com os médicos que o atenderam, a causa do falecimento foi um infarto fulminante, mas o corpo está sendo levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames.

O velório será no Palácio dos Governadores, sede da Prefeitura de Olinda, e os familiares ainda estão acertando os detalhes referentes ao enterro. Tito deixou uma única filha, Lara Lívia, de 20 anos. O cantor Jota Michiles, amigo próximo dele, lamentou a perda afirmando que o encontrou ontem para um café. 

"Ele me parabenizou e disse que, neste carnaval, iria 'colar' em mim. Falou: 'Vamos juntos, vamos lá'. É uma pena que se foi. Tínhamos uma relação muito boa, recebi essa notícia nesta manhã com muita surpresa. Ele costumava cantar minhas músicas e meus frevos nos shows". lembrou Michiles. 

Tito Lívio fez parte do movimento musical do Recife na década de 1970, tendo quatro discos lançados: Feito pra tocar no rádio, Fala, Cheiro de jasmim e Galope noturno. O Ator, radialista e pesquisador musical Renato Phaelante destacou a importância do artista para a história da música em Pernambuco. "Foi um grande compositor e um grande poeta", lamentou ele.

Uma das suas músicas mais populares, Arreio de prata, foi interpretada por Alceu Valença ao lado de Rodolfo Aureliano. Tito também lançou Lua viva, com Lula Cortês e participação de Elba Ramalho.

Marco Polo Guimarães, integrante da Ave Sangria, se definiu como companheiro de estreada de Tito, já que o ambos fazem parte da geração musical desenvolvida na década de 1970. "É uma pena porque ele tem uma contribuição boa para a música pernambucana. Foi uma presença forte, marcante. É lamentável e sempre triste perder não só um amigo, mas um grande artista. Fizemos parte do mesmo processo", definiu ele. 

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuc

Poesia: Pé quebrado > "No bar de João Macambira", um poema de Everaldo Leite

Foto de Gilberto Lopes.

Pé Quebrado.

Mote "No bar de João Macambira"


Lugar onde a juventude
Se encontrava e bebia
Falava de poesia
Numa frequência amiúde
Ontem domingo não pude
Ouvir Dedé de Tabira
Poeta que me inspira
Que também é meu amigo
Não pude estar contigo 
"No bar de João Macambira"

Lugar para onde aceno
Como ponto de cultura
Que me lembra a formosura
Da música de joão Pequeno 
Era bar simples mas pleno
Que o tempo passa e não tira
Lá Marcolino e Bira 
Cantou Pedra de Amolar
Tempo que faz relembrar
"No bar de João Macambira"

Lugar que foi tão marcante
Em São José do Egito 
Por isso eu ressuscito
E trago para esse instante
Lembrança de estudante
Que o passado não tira
Quem lembra se admira
Como era no passado
O nosso encontro sagrado
"No bar de João Macambira"

Lugar onde desfilou
Poetas e cantadores
Pessoas simples, doutores
No bar de Seu João passou
Quem não cantava, contou
Nem que seja uma mentira
Rochael e Evandro Lira 
E Gilmar Leite Ferreira
Cícero e Júnior Siqueira 
"No bar de João Macambira"

Everaldo Leite

CANTIGAS E CANTOS

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Poesia: "A escuridão D'alma", um soneto de Andrade Lima

Foto de Damião De Andrade Lima.

A escuridão D'alma

Vejo a treva apagando a energia;
E esta falta de luz é nos humanos,
Praticantes de atos desumanos
Com pessoas do bem, no dia-a-dia!

Senhor, Deus! Olha cada alma vazia
Que perdida ficou nos desenganos.
Mostra a ela a estrada, novos planos...
E clareia por dentro a alegria!

Tira delas a inveja e o rancor,
Pra que elas aprendam ver no amor
O sentido que tem a própria vida.

Dê a elas a dádiva do perdão
Pra que saiam de vez da escuridão
E na fé possam ver, luz colorida!


Andrade Lima
Em Teresina PI, 20/11/2017 

domingo, 19 de novembro de 2017

Poesia: Diálogo do poeta Gilmar Leite com o poeta Augusto dos Anjos



DIÁLOGO DO POETA GILMAR LEITE COM O POETA AUGUSTO DOS ANJOS.

LIVRO: "NA SOMBRA DE AUGUSTO DOS ANJOS". (Previsão para publicação, 2018)

Augusto dos Anjos - 152 – Soneto

Senhora, eu trajo o luto do Passado,
Este luto sem fim que é o meu Calvário
E ansio e choro, delirante e vário,
Sonâmbulo da dor angustiado.

Quantas venturas que me acalentaram!
Meu peito túm’lo do prazer finado
Foi outrora do riso abençoado,
O berço onde as venturas se embalaram.

Mas não queiras saber nunca risonha
O mistério d’um peito que estertora
E o segredo d’um’alma que não sonha!

Não, não busques saber porque, Senhora,
É minha sina perenal, tristonha
-- Cantar o Ocaso quando surge a Aurora.

Não Busques

Não busques nunca vê luzes celestes,
Nos Versos tristes, mórbido e langue,
Onde as palavras têm a cor do sangue,
E no poeta as trevas são as vestes.

Nem mesmo o canto das aves agrestes
Fez alegrias no seu peito estanque,
N’alma de Augusto nada era exangue
Pois enxergava sangues incontestes.

“Mas, não queiras saber nunca risonha,*
O segredo de uma alma que não sonha”*
E as tristezas que não vão embora.

Não busques nunca, cantos de alegrias,
Pois em Augusto, eram melodias,
“Cantar o Ocaso quando surge a Aurora”*

Gilmar Leite

*Do soneto intitulado Soneto


Facebook do Autor/Poeta

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Poesia: A poesia de Nenen de Santa



Hoje a noite tá tão bela
Se mostrando para gente
A lua nova encantada
Vem sorrindo no nascente
E nebulosas multicores
Se enfeitam no Oriente.

A coruja voa rente
Ao Morão do colchete
Relâmpago corta o céu
Inverno manda lembrete
E a rã rapa tranquila
No texto do tamborete.

Estrelas como foguete
Descem no céu, cadentes
Eu rápido faço um pedido
Paz e saúde a dementes
E a luz da sabedoria
Na treva dos inocentes.

Rio seco, sem enchentes
Aroeira dando açoite
O concriz se aquietou
Foi fazer o seu pernoite
Vento músico divino
Tocando notas na noite.

Aqui na boca da noite
É cinema de saudade
Parece que a natureza
Mim tem tanta amizade
Que me exibe esse filme
Pra me dar felicidade.

Nenen de Santa

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Poesia: "O Sono", um poema de José Soares



O genial cantador José Soares, de Caruaru, compôs o poema O Sono, considerado uma pérola de perfeição poética. Confiram:

O SONO

Macilento, secreto e pesaroso
Baixa o sono, sutil como um ladrão
Procurando acalmar o coração
Faz o corpo ficar silencioso
Em seu modo abstrato e cauteloso
Disfarçado com tanta sutileza
Nos envolve no manto da tristeza
Sem temer a perigos nem afrontas
Até quando voltar a prestar contas
Ao Juiz da Divina Natureza.

Submete-se ao sono toda a massa;
Permanece, em segredo, a alma lenta
A corrente tranquila e sonolenta
Transtornando seu laço, se disfarça;
Mas, enquanto em silêncio, tudo passa
Semimorto, se nota o movimento
No sentido do gozo sonolento
Sobre aquele poder tudo é cativo
Parecendo no sono um morto-vivo
Sem do mundo tomar conhecimento.

Essa estranha visão que bem parece
Fazer medo ao mais forte sem ter medo
Sendo o sono uma caixa de segredo
Invisível, no corpo, permanece
Sem vingança, sem ira, nos aquece
Transfigura até gestos desleais
Faz os gestos fingidos, virginais
Traz, em sonhos, diversos pensamentos
Pensarão que são novos sentimentos:
São descansos do sono, nada mais!

(José Soares)


Pajeú da Gente