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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Poesia: “Teu riso tem a beleza, da lua cheia de amor”, um poema de Marcos Passos

Foto de Marcos Passos.

“Teu riso  tem a beleza
Da lua cheia de amor”

Teu olhar tem a candura
De uma criança sorrindo.
Quando tu estás dormindo
Teu semblante é de ternura.
De uma fruta madura,
Teu beijo tem o sabor;
Teu corpo tem mais ardor
Quando exalas natureza
Teu riso tem a beleza
Da lua cheia de amor.

Tuas mãos são carinhosas;
Tuas pernas, torneadas;
Teus lábios, duas chamadas
Pra duas bocas nervosas.
Teus seios são como as rosas
Com o olor das campinas;
Tuas curvas são colinas
Que eu galgo com sutileza,
Teu riso tem a beleza
Da lua cheia de amor.

Tua sensualidade
Despertou meus sentimentos
E revelou os momentos
De prazer e ansiedade.
A tua lubricidade
Despertou minha paixão,
Desenhando a emoção
No fulgor da natureza,
Porque tu tens a beleza
Da lua cheia de amor.

Marcos Passos 

CANTIGAS E CANTOS

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Poesia: "Enchentes de esperança", um poema de Andrade Lima


Foto de Damião De Andrade Lima.

ENCHENTES DE ESPERANÇA 

Quando em março cheguei no interior
Eu passei pela chuva no caminho.
Ela disse, o verão ficou sozinho
Enterrado sem força e sem vigor.
Vi abelha pousando numa flor
E menino brincando do terreiro.
Do café de mamãe senti o cheiro
E apressei a passada para casa,
Como um pássaro que bate a sua asa
Já sabendo o final do seu roteiro!

No cercado escutei voz de vaqueiro
De manhã aboiando em seu cavalo.
Despertei no cantar feliz do galo
Lá no sítio no aceiro do terreiro.
Vi um sapo montado num balceiro
Dirigir numa forte correnteza.
Dos sinistros saber fazer defesa
Pra não ser por nenhum atropelado.
Todo bicho já nasce habilitado
Pelas leis divinais da natureza!

Quem chorava até ontem de tristeza
Hoje ri com a chuva e a fartura.
Logo logo terá fruta madura
Enfeitando uma cesta numa mesa.
Deus é Pai e com sua sutileza
Tem poder de fazer transformação.
Os humanos só fazem previsão,
Mas não têm de certeza cem por cento.
Todo choro de dor e sofrimento
Só se acaba com chuva no Sertão.

Quem plantou sua roça de feijão
Em abril já enxerga o resultado.
O Nordeste se sente abençoado
E seu povo nem lembra do verão.
É o inverno a maior transposição
Do projeto: "fartura em nossa mesa".
Pra o roceiro, sem dúvida, essa riqueza
Vale mais que milhões numa poupança.
É com chuva que o verde da esperança
Faz brilhar os olhares da pobreza!

Estou certo que o autor da natureza
Quando quer Ele atende nossa prece.
Basta a gente ter fé que a chuva desce
Gota a gota formando correnteza.
O trovão dá sinal na redondeza
E o relâmpago clareia o chão molhado.
O barulho da enchente é ritmado
E parece uma orquestra na biqueira.
Como é bom escutar a noite inteira
As pancadas da chuva no telhado!
.
Andrade Lima 
15/04/2018.  

Foto de Damião De Andrade Lima.

CANTIGAS E CANTOS

domingo, 15 de abril de 2018

Poesia: "Garranchos de amor", um poema de Gregório Filó















GARRANCHOS DE AMOR

Escalando as montanhas do destino
Caminhei por veredas tortuosas
Escapei de avalanches perigosas
Padeci sem chegar ao desatino
Porém quando atingi o cume alpino
Já sentindo o troféu na minha mão
Tua falta de consideração
Conseguiu destruir minha alegria
"Os garranchos de tua covardia
Arranharam demais meu coração".

Sobre o chão das caatingas ressequidas
Os gravetos machucam nossos pés
Pedregulhos agudos e cruéis
Também podem causar grandes feridas
Porém nada é mais duro em nossas vidas
Que o punhal aguçado da traição
E os espinhos letais da ingratidão
Das pessoas do nosso dia-a-dia
"Os garranchos de tua covardia
Arranharam demais meu coração".-

Glosas: Gregório Filó
Mote: Val Patriota. 

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Poesia: "Lições", um soneto de Andrade Lima



Lições

Nos caminhos da vida fui errante,
Pois perfeito jamais eu hei de ser.
Eu caí muitas vezes, mas pra ter
Precisei enfrentar cada gigante!

Do colégio da vida um estudante,
Me tornei com o intuito de aprender.
A batalha faz parte do querer;
E sonhar é meu vício fascinante.

Cometi as loucuras da paixão,
Entregando ao amor o coração
Pra que a vida pudesse ter sentido.

Por que tudo é junção do que vivi...
Se é errar traz lições, eu aprendi
Que nem tudo na vida está perdido!

Andrade Lima
10/04/2018

CANTIGAS E CANTOS

terça-feira, 10 de abril de 2018

Poesia: "A marca", um soneto de Arlindo Lopes





















A Marca

Você busca encontrar o seu alento
Se afogando na taça inebriante
Pra não ter que assumir a todo instante
Que seu erro desfez seu casamento

O disfarce por trás do fingimento
Contradiz o que diz o seu semblante
E se evade da vida feito errante
Por não ter respeitado o juramento

Sua culpa é culpar quem não tem culpa
E se esquiva em pedir sua desculpa
Pois perdeu seu direito à confiança

E sem fé você cai no seu degredo
Confirmando que em torno do seu dedo
Resta apenas a marca da aliança.

Arlindo Lopes "Pirraia"

CANTIGAS E CANTO

quarta-feira, 4 de abril de 2018

A poesia de Nenén de Santa


Foto de Valdecir Filho.
Foto: Arquivo de Nenen de Santa

Mais um dia que amanhece
Parte o vendedor de sonhos
Entre caminhos medonhos
Na alma leva uma prece
Se a vida não oferece
Uma existência florida
E  a dor é desmedida
Dela faço que esqueço.
Eu não sei porque padeço.
Se jogo flores na vida.

Um baú de sentimentos
De dúvidas um turbilhão
Maltratam meu coração
Me jogando nos lamentos
Eu jogo rimas nos ventos
Amenizando maltratos
E dos mais covardes atos
Eu tento nem me lembrar
Não vale a pena chorar
Por sentimentos ingratos.

Eu vou tangendo meus dias
Sem minha flor de açucena
Que sem a minha pequena
São poucas as alegrias
As minhas manhãs são frias
mas em deus eu busco encosto
Enxugo lágrimas no rosto
E parto de estrada afora
Vou fazendo minha hora
Pra esquecer do desgosto.

Nenen de Santa